Que seja leve, ajustado. Que não demore muito a mostrar ao que veio, porque eu sempre tenho preguiça de coisa que uma hora é uma, outra hora é outra. Que não seja sempre igual. Que saiba olhar para o céu e reconhecer a poesia escondida nas estrelas, mas que reconheça a importância de ter os dois pés bem fincados no chão, porque nada que não seja aterrado é forte o suficiente para permanecer de pé por muito tempo. Que saiba voar. Que dê o conforto certo, caminho do meio entre o movimento e a aquietação, nas minhas horas de tédio de segunda-feira às duas da tarde. Que não me conforte mais do que o necessário, porque eu tenho essa tendência a me acomodar em situações que parecem agradar a todos. Que me movimente. Que me ajude a sonhar com um futuro possível, nem ilusão demais, nem de menos, que a vida sem fantasia tende a ser muito chata. Que entenda as minhas mudanças de humor e releve o que precisa ser relevado, porque mais cedo ou mais tarde vou acabar me espirrando em direções que não são minhas – que perceba que eu não faço por mal, esta é apenas uma das características que me fazem ser quem sou. Que meus defeitos não agridam demais, nem minhas qualidades ceguem seus olhos para o outro lado da moeda, que sempre existe. Que me acompanhe em minha sede infinita de saber mais sobre tudo, aceitando quase nunca o que é apenas mundano e fugaz. Que me ame, acima de tudo, de um jeito que nunca me senti amada. Que não me julgue por nunca ter realmente amado. Que me aceite, que se aceite. Amém.
Post by Flavia Melissa
em Tuesday, August 02, 2011 as 9:28 PM. 




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