All made of stars                    


Que seja leve, ajustado. Que não demore muito a mostrar ao que veio, porque eu sempre tenho preguiça de coisa que uma hora é uma, outra hora é outra. Que não seja sempre igual. Que saiba olhar para o céu e reconhecer a poesia escondida nas estrelas, mas que reconheça a importância de ter os dois pés bem fincados no chão, porque nada que não seja aterrado é forte o suficiente para permanecer de pé por muito tempo. Que saiba voar. Que dê o conforto certo, caminho do meio entre o movimento e a aquietação, nas minhas horas de tédio de segunda-feira às duas da tarde. Que não me conforte mais do que o necessário, porque eu tenho essa tendência a me acomodar em situações que parecem agradar a todos. Que me movimente. Que me ajude a sonhar com um futuro possível, nem ilusão demais, nem de menos, que a vida sem fantasia tende a ser muito chata. Que entenda as minhas mudanças de humor e releve o que precisa ser relevado, porque mais cedo ou mais tarde vou acabar me espirrando em direções que não são minhas – que perceba que eu não faço por mal, esta é apenas uma das características que me fazem ser quem sou. Que meus defeitos não agridam demais, nem minhas qualidades ceguem seus olhos para o outro lado da moeda, que sempre existe. Que me acompanhe em minha sede infinita de saber mais sobre tudo, aceitando quase nunca o que é apenas mundano e fugaz. Que me ame, acima de tudo, de um jeito que nunca me senti amada. Que não me julgue por nunca ter realmente amado. Que me aceite, que se aceite. Amém.


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Brilho Próprio

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