All made of stars                    


Ontem fui ao cinema assistir ao filme “Bruna Surfistinha”. Gostei muito. Confesso, talvez eu tenha assistido à sessão censurada, porque estava ali escrito que a sessão das 19h00 era “original”, mas a que eu podia assistir era das 16h30 (as maravilhas de ser autônoma). Fiquei imaginando como seria a sessão “original”, caso a que eu tivesse assistido fosse realmente censurada, porque as cenas de sexo realmente eram fortes e as de snif-snif no inesgotavel pózinho branco fossem fartas e generosas. Talvez o filme não estivesse em cartaz no Cinemark, e sim no YouPorn.

Saí do cinema com duas certezas: de que Deboarh Secco é realmente uma mega blaster atriz, e de que eu sou um tanto maluca. Sempre gostei de gente estranha e diferente, psicóloga que sou. Mas saí do cinema ontem completamente tomada pelo clima de tensão constante do filme e, assim que cheguei em casa, corri para a internet para pesquisar um pouco mais da tal Raquel Pacheco, nome de guerra Bruna. Acabei caindo no blog da moça e fiquei até quase duas da manhã lendo textos que me impressionaram tanto pela qualidade quanto pela tranquilidade com que Raquel encara seu passado – e principalmente seu presente.

Raquel – ou Bruna? Tantas vezes as duas se misturam – atualmente tem 26 anos de idade e é casada com JP, um ex-cliente que pensei que fosse o Hudson, do filme, mas não é, segundo ela própria conta. Atualmente vive de seus 15 minutos de fama que se extenderam e não acabaram até agora – e, rá!, também vai estudar psicologia. Gostei do jeito que a moça pensa – na verdade me identifiquei horrores com sua visão sobre o mundo, sobre os homens, relacionamentos e sexo. Achei engraçado compartilharmos as mesmas opiniões sem que eu nunca tenha sido garota de programa e nem feito sexo ou compartilhado de tantas confidências pós-coito como ela. Na verdade fiquei pensando que, se eu e minha cabeça maluca tivéssemos sido abandonadas na infância e adotada por uma familia como a dela, talvez – sim – fosse eu a ex-puta em questão. Se é que seria ex, porque realmente os atrativos financeiros da profissão são muitos. Mesmo.

De qualquer forma, fica a dica do filme. Serve para quebrar paradigmas, perder o preconceito e, machos, aproveitar as cenas picantes com a Deborah, que não deixam nada a desejar...


--------------------

Brilho Próprio

--------------------


XML

Powered by Blogger

 

 

 

 

 

© 2007 Flavia Melissa
O template pode ser copiado, alterado, imitado, adaptado ou usado para qualquer outra finalidade desde que avisem seu criador.
Textos e fotos não podem ser copiados, adaptados, imitados ou usado para qualquer outra finalidade, até porque não darei permissão. Há!
Scripts e menu por Gekco and Fly | Template by Fastolf Brambel | Powered by Blogger