Nem uma coisa, nem outra – o destino teima em me pregar peças. Uma parte de mim foi condicionada a acreditar que o que é meu está guardado, a outra parte duvida: quando, se não agora? Nem uma coisa, nem outra. O que me rodeia é pintura impressionista; nada é exatamente o que parece ser e eu não tenho paciência de esperar que seja – melhor pegar esse trem, voltar duas estações, fazer noova baldeação, outro ponto, outra paisagem. Devo seguir em frente, cuidar de mim, não virar nem à direita nem à esquerda. Nem uma coisa nem outra. A constatação funciona como rede de proteção. Ainda não caí. Tampouco permaneci de pé.





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