Tenho colecionado vícios e escancarado portas e janelas da morada dos desejos. Tenho gritado minhas crenças e praticado meus valores, ansiando pelo momento do dia em que o sol se despede do mundo pois este é o tempo de estrelas que nascem por obediência ao teu nome. O gosto na minha língua é da água salgada permanentemente grudada na tua pele; meu olfato se esqueceu de se esquecer do seu cheiro. Semelhantes, é como somos – tão complementares quando a noite e o dia, tão diferentes ao mesmo tempo: dois lados da mesma moeda. Gosto de pensar que você também já pernoitou na floresta dos medos e sobreviveu aos gritos de sombras escuras cuja existência se dedica a assombrar. Eu te aceito: permito que o teu corpo pese sobre o meu. Teu nome nasce e morre na minha boca enquanto eu espero que você me espere: tudo então será sussurros e suor e explosão à nossa volta. Eu te quis – e não deixei de querer.





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