
E então descobri que posso apagar todos os sinais. Não tenho que ter fotos nem papéis escritos e nem quase memórias – que demoram um pique a sumir. Percebi que apenas resignificar presentes basta; em breve o cheiro vai ser só mais um e, a voz, agradável desconhecida. Sempre lidei melhor com a abstinência do que com o controle e não me servem arrependimentos ou explicações. O bolo no estômago do eterno requestionar de, “afinal, para que serviu?” vai, mais cedo ou mais tarde, pular para fora da minha garganta e se transformar em brisa. E, talvez, muito mais cedo do que eu imagine, isto terá se transformado num post antigo, num beijo roubado que demorou demais, numa fantasia que nunca existiu, e quando isso acontecer vou voltar a sentir borboletas no estômago, não mais mariposas.





<< Home